O que é o Mamaço?

O Mamaço é um movimento nacional de incentivo ao aleitamento materno. Mais do que um encontro simbólico, o evento busca conscientizar a sociedade sobre a importância do leite materno, fortalecer a rede de apoio às mães, combater preconceitos relacionados à amamentação em público e divulgar informações baseadas em evidências sobre os benefícios do aleitamento materno para a mãe e o bebê.

Em Bragança Paulista, o Mamaço é organizado anualmente pelo Santa Casa Saúde, como parte da campanha Agosto Dourado e da Semana Mundial do Aleitamento Materno.

O evento reúne mães, gestantes, familiares e profissionais de saúde em uma programação gratuita que, além do caráter educativo, se tornou um importante momento de integração entre a comunidade e os profissionais da saúde. A iniciativa incentiva a troca de experiências, fortalece a rede de apoio às famílias e reforça que a promoção do aleitamento materno é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.

Organização:
Santa Casa Saúde
Apoio:
Complexo Hospitalar Logo
Objetivos do Evento
Informar

as pessoas sobre a importância do monitoramento dos avanços no aleitamento materno.

Consolidar

a implementação do aleitamento materno por meio de políticas e diretrizes em toda a Cadeia Efetiva de Apoio.

Engajar

indivíduos e organizações para fortalecer a colaboração e o apoio ao aleitamento materno.

Promover

ações para melhorar a proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, utilizando as lições aprendidas.

Para quem o evento foi pensado?
Mães, gestantes, lactantes e "tentantes”
Pais de primeira viagem ou já experiente
Apoiadores do leite materno
Familiares e amigos
Profissionais da saúde
Mamaço SCSBP

Ações do Evento

  • Roda de conversa
  • Stands de consultoria
  • Pintura de barriga
  • Teatro educativo
Conheça as Ações do WABA

Blog

23 de julho, 2026

O que todas as mães deveriam saber antes de amamentar.

  1. Uma boa amamentação depende de técnica, não apenas “colocar para mamar”

    Amamentar vai muito além de colocar o bebê no peito. Uma pega correta, o posicionamento adequado da mãe e do bebê e uma sucção eficiente são fatores fundamentais para que a amamentação aconteça de forma confortável e eficaz.

    Quando esses aspectos não estão bem ajustados, podem surgir dores, fissuras, dificuldade para o bebê retirar o leite e até redução da produção ao longo do tempo. Por isso, aprender a técnica correta desde os primeiros dias faz toda a diferença para uma experiência mais tranquila.

     

  2. Amamentar não é intuitiva para todos, mas pode ser aprendido com orientação certa e apoio

    Embora a amamentação seja um processo natural, ela nem sempre acontece de forma intuitiva. Muitas mulheres precisam de orientação, prática e acolhimento para ganhar confiança e superar as dificuldades iniciais.

    Buscar ajuda de profissionais de saúde e contar com o apoio da família não significa que a mãe está falhando. Pelo contrário, o suporte adequado aumenta a confiança, ajuda a resolver desafios precocemente e favorece uma amamentação mais segura e duradoura.

     

  3. Nem sempre o problema é o leite 

    Quando o bebê chora muito, demora para ganhar peso ou a amamentação causa dor, é comum pensar que o leite é insuficiente. Porém, na maioria das vezes, a causa está em outros fatores, como uma pega inadequada, dificuldades na sucção, mamadas pouco frequentes ou até inseguranças naturais do início da amamentação. 

    Antes de concluir que existe um problema na produção de leite, é importante que mãe e bebê sejam avaliados por um profissional capacitado. Pequenos ajustes na forma de amamentar costumam resolver grande parte das dificuldades.

     

  4. Nem todo choro significa que o bebê está com fome 

    O choro costuma ser um sinal de fome. Antes dele, o bebê geralmente demonstra que deseja mamar por meio de outros comportamentos, como abrir a boca, virar a cabeça procurando o peito (reflexo de busca), levar as mãos à boca, fazer movimentos de sucção ou ficar mais inquieto.

    Além disso, nem todo choro significa fome. O bebê também pode chorar porque está com sono, frio, calor, desconforto, cólica ou simplesmente porque precisa de colo. 

    Aprender a observar esses sinais ajuda a responder às necessidades do bebê de forma mais tranquila e favorece a amamentação em livre demanda. 

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23 de julho, 2026

Não é porque você ouviu falar que é verdade. Cuidado com os mitos!

 

  1. “Existe leito materno fraco” 

    Essa é uma das preocupações mais comuns entre as mães, principalmente quando o bebê chora muito ou quer mamar várias vezes ao dia. Mas o leite produzido pela mãe contém todos os nutrientes, anticorpos e a quantidade de água que o bebê precisa para crescer de forma saudável. Mesmo mães com desnutrição leve ou moderada são capazes de produzir um leite adequado para alimentar seus bebês. 

    Além disso, é comum que o leite pareça mais "ralo" no início da mamada, porém, isso acontece porque ele contém mais água, vitaminas, sais minerais, ajudando a hidratar o bebê. Já no final da mamada, o leite passa a ter maior concentração de gordura, contribuindo para a saciedade e o ganho de peso. 

     

    Se o bebê está ganhando peso, fazendo xixi regularmente e sendo acompanhado pelo pediatra, esses são sinais confiáveis de que o leite materno está sendo o suficiente para a alimentação dele.

     

     

  2. "Se o bebê mama o tempo todo, é porque o leite não sustenta." 

    Muitas mães ficam preocupadas quando o bebê pede o peito várias vezes ao dia. Porém, isso não significa que o leite materno seja fraco ou insuficiente. 

    Nos primeiros meses, é esperado que um bebê saudável mame entre 8 e 12 vezes por dia, mas cada criança tem seu próprio ritmo. Além de alimentar, o peito também oferece conforto e segurança. Em alguns períodos, como durante os picos de crescimento, o bebê pode querer mamar com mais frequência para aumentar o estímulo da produção de leite e atender às novas necessidades do seu desenvolvimento.

    É importante observar se o bebê faz uma mamada eficiente, esvaziando bem a mama. Quando isso acontece, ele recebe todas as fases do leite materno e tende a ficar satisfeito por mais tempo.

     

  3. “Quando o bebê mama rápido, é porque não está mamou o suficiente” 

    Nem toda mamada precisa durar muitos minutos. Cada bebê tem um ritmo próprio e, com o passar das semanas, muitos se adaptam ao movimento de sucção e aprendem a mamar de forma mais eficiente, conseguindo retirar uma quantidade adequada de leite em menos tempo. 

     

    Mais importante do que controlar a duração da mamada é observar se o bebê faz uma boa pega, parece satisfeito ao terminar e ganha peso. A recomendação é amamentar em livre demanda, respeitando os sinais de fome e saciedade do bebê, sem estabelecer um tempo fixo ou um intervalo rígido entre as mamadas.

     

     

  4. “Se o leite materno parece não estar sendo suficiente, é necessário oferecer água, chá ou suco ao bebê” 

    Até os 6 meses de vida, o leite materno fornece toda a água e os nutrientes que o bebê precisa. Por isso, água, chá, sucos e outros líquidos não devem ser oferecidos. 

    Podem parecer inofensivos, porém, além de não trazer benefícios, essas bebidas podem fazer com que o bebê mame menos no peito, reduzindo o estímulo para a produção de leite. No caso dos chás, ainda existe o risco de reações alérgicas, intoxicações e interferência na absorção de nutrientes.

     

    Sempre que o bebê demonstrar sede ou fome, a melhor opção é oferecer o peito. 

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23 de julho, 2026

Não existe tempo ideal de amamentação, existe o tempo do seu bebê

Não existe um tempo determinado para cada mamada. Alguns bebês conseguem retirar o leite de forma mais rápida, enquanto outros precisam de mais tempo. Essa diferença é natural e depende de fatores como a força da sucção, a idade do bebê e a quantidade de leite disponível na mama.

 

Por isso, não é recomendado interromper a mamada porque ela já durou 10, 20 ou 30 minutos. O mais importante é que o bebê tenha uma boa pega, consiga mamar de forma eficiente e permaneça no peito até demonstrar que está satisfeito.

 

Com o crescimento do bebê, é comum que as mamadas fiquem mais curtas. À medida que o bebê amadurece e aperfeiçoa a sucção, ele consegue retirar o leite de forma mais eficiente, sem que isso signifique que esteja mamando menos.

 

Em vez de focar no tempo, observe o seu bebê. Respeitar o ritmo de cada mamada e amamentar em livre demanda ajuda a atender às necessidades nutricionais e emocionais da criança. 

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